segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Com bom visual e trilha, game "Tron: Evolution" mantém clima dos filmes

Fonte: PCWORD

Com a chegada de “Tron: O Legado” aos cinemas, não é nenhuma surpresa o lançamento de um videogame baseado nessa franquia da Disney. Preenchendo o buraco entre o cultuado filme original de 1982 e sua sequência, o jogo “Tron: Evolution” (já disponível no Brasil) pega elementos das duas obras, dando aos gamers uma chance de ir mais fundo na série de ficção-científica. Apesar dessa viagem resultar em um título com ação em terceira pessoa bastante padrão, ele faz um bom trabalho em alavancar as principais qualidades da série.
A narrativa de “Evolution” (Xbox 360, PS3, Wii, DS, PSP e PCs) parecerá esparsa e confusa para quem não conhece de perto o filme original. Mas para quem está familiarizado com os feitos de Kevin Flynn (personagem interpretado por Jeff Bridges) se sentirá em casa. Estão presentes em grande quantidade personagens dos dois filmes, assim como gemas e outros itens, de uma maneira que poucos games baseados em filmes fazem. Na verdade, a fidelidade do jogo ao universo da série é tanta que me deu vontade de rever o primeiro filme e me preparar para a chegada da sequência nas telonas.

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Novo game baseado nos filmes "Tron" chega para as principais plataforma de mesa e móveis
O game também consegue capturar com sucesso o visual e sentimento únicos do mundo banhado em azul da série. Os ambientes, tanto os interiores mais familiares quanto os exteriores menos vistos, utilizam efetivamente um conjunto limitado de cores que consiste em variações de azul e preto. Apesar da paleta modesta, tudo no título possui um visual futurista revigorante que é ainda mais aguçado pelos velozes raios de neon que correm pelo mundo. Outros destaques são a trilha e os efeitos sonoros também de acordo com o clima desse universo digitalizado (vale lembrar que a trilha do novo filme é feita pela dupla Daft Punk).
Apesar de a apresentação sem dúvidas agradar a todos aqueles que esperaram por quase 30 anos pelo retorno de “Tron” para as telonas, a jogabilidade provavelmente não deixará os fãs e os gamers boquiabertos. Ela não é ruim, apenas extremamente comum. Como Anon, um programa de segurando enviado para a grade com a intenção de investigar ameaças binárias, os jogadores são colocados no famoso traje iluminado. A partir daí, eles precisam passar e batalhar por sete fases que totalizam cerca de 10 horas de jogo. Os primeiros desafios são muito parecidos com os que você encontraria em um título da série “Prince of Persia” – pular, correr e correr pela parede – enquanto o último te coloca usando os tradicionais Light Discs para os combates.

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"Tron: Evolution" consegue manter o clima futurista da série de ficção científica
Os segmentos de plataforma cheios de movimentos de parkour (esporte que busca a máxima eficácia no deslocamento) são divertidos, se não particularmente inventivos, especialmente quando você realiza uma série de movimentos de maneira rápida. Correr sobre faixas montadas na parede e saltar sobre obstáculos para ganhar vida e energia, respectivamente, também são adições legais. Navegar pelo mundo de “Evolution” como uma espécie de macaco que tomou vários energéticos é inquestionavelmente legal por um tempo, mas infelizmente é algo que perde seu apelo à medida que começam a aparecer muitas repetições antes da metade da campanha. O combate sofre de maneira parecida, perdendo força muito antes de você destruir o último computador. Os discos (Light Discs) vêm em quatro “sabores”, produzindo poderes especiais, como habilidades para explodir ou reduzir a velocidade dos inimigos. E, quanto à plataforma, jogar esses “fribees fritadores de inimigos” é divertido no início, mas ao final do jogo parecerá que você limpou um milhão de ambientes com inimigos parecidos e usando os mesmos golpes.
Alguns segmentos de veículos quebram um pouco essa ação padrão, permitindo a Anon explodir as coisas atrás de um tanque e subir no modo definitivo de transporte da franquia, o Lightcycle. Ambos injetam a muita necessária variedade e oferecem momentos ocasionalmente inspirados – rasgar pela pista em um raio de luz enquanto o mundo se desmonta ao seu redor é algo realmente incrível. Mas com uma boa frequência essas seções acabam caindo na categoria “fases de veículos” cortados do template de ação em terceira pessoa.
“Evolution” também leva a ação para o mundo online com uma variedade de modos baseados em gêneros de multiplayer como Deathmatch, Capture the Flag e King of the Hill. Apesar de os objetivos e metas serem familiares para quem já jogou online com os amigos, a atualização de “Tron” deixa o modo mais atraente. Substituir armas por Light Discs e Warthogs por Lightcycles deve oferecer pelo menos um fim de semana de boa diversão para qualquer pessoa que já gastou algumas moedas nos antigos fliperamas do game original.

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O Lightcycle é o principal meio de transporte do mundo "Tron"
A jogabilidade de “Evolution” é padrão. Você já fez tudo isso antes, apenas não atrás de discos mortais ou enquanto andava em uma motocicleta que deixa uma parede de luz como rastro. Disso isso, a face principal estilosa de “Tron” pode ser suficiente para que os mais aficionados por Flynn esqueçam que já encararam desafios parecidos antes. Com uma boa história, ainda que mais direcionada para os fãs, e uma apresentação que te coloca o mais perto possível desse universo, “Evolution” surge como um dos melhores games baseados em filmes dos últimos tempos. 
Tron: Evolution
Fabricante: Disney e Propaganda Games
Pontos fortes: Ótima apresentação inspirada em “Tron” Fãs da série apreciarão a história que expande o universo da trama É melhor que a maioria dos jogos baseados em filmes
Pontos fracos: Jogabilidade pouco inspirada, com coisas já conhecidas em outros games de ação em 3ª pessoa Sinais de repetição aparecem já na metade da campanha
Preço: Entre R$59 e R$199 (dependendo da plataforma)

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